sexta-feira, 2 de março de 2012

Deputados se reúnem para falar sobre rompimento com governador

Aliados dos irmãos Amorim se reúnem para falar sobre demissões.
Novas exonerações são publicadas no Diário Oficial do Estado.

A crise instalada na política sergipana depois da eleição antecipada da Mesa Diretora da Assembléia Legislativa de Sergipe continua. Novas exonerações foram publicadas na edição desta quinta-feira (1) do Diário Oficial do Estado, entre elas as dos secretários adjunto do Trabalho, adjunto da Articulação Politica e adjunto da Secretaria de Desenvolvimento e Tecnologia.

Na noite da quarta-feira (29), alguns deputados se reuniram com os irmãos Amorim para avaliar a situação e demonstram serenidade e firmeza, além de lembrança de lealdade ao governador Marcelo Déda.

O secretário do Trabalho, Marcelo Freitas, ainda não foi exonerado, mas disse que colocou o cargo à disposição do governador. No governo ninguém quis se pronunciar. No Diário Oficial desta quinta-feira, o governador definiu, por meio de um decreto, que Oliveira Júnior, secretario do Planejamento, vai responder também, interinamente, pela Sedetec.

Outro partido aliado do governo envolvido na crise é o PSB, que tem o deputado Adelson Barreto na Mesa Diretora eleita para o próximo ano. O assunto vai ser tratado na edição desta sexta-feira (2) do Bom Dia Sergipe, com um dos lideres do partido, o senador Antônio Carlos Valadares. O telejornal começa as 6h30 na TV Sergipe.

Na quarta-feira (29), a deputada estadual Maria Mendonça (PSB), usou a tribuna da Assembleia para dizer que não entendeu o motivo da exoneração da irmã dela do Detran e disse que não traiu o governador. Em seguida abriu mão de todos os cargos no executivo indicados por ela.
O senador Eduardo Amorim (PSC) garantiu que não houve traição ao grupo liderado por Marcelo Déda (PT). "Estou com a consciência tranquila, não houve golpe nem traição. Não vamos fazer nenhum tipo de revanchismo.", disse.

A polêmica começou na segunda-feira (27), quando os deputados filiados aos partidos aliados ao PSC se uniram aos deputados da oposição, formaram uma chapa e elegeram a nova Mesa Diretora da Casa. Dois deputados da base aliada do Governo que estão na atual Mesa Diretora não foram incluídos na chapa.

Um dia após a sessão ordinária com a realização da eleição ‘relâmpago’ da nova Mesa Diretora para o biênio 2013/2014, da Assembleia Legislativa de Sergipe, o governador Marcelo Déda (PT) se reuniu com dois secretários de Estado, indicados pelo PSC e pediu a exoneração deles.

Através da sua página no Twitter, o governador desconversou. “Não é hora de falar, mas refletir e agir”, postou. As assessorias dos secretários confirmaram o pedido de exoneração.
“A eleição foi realizada sem consenso na Casa e sem a participação de nove deputados. “Nos deram 40 minutos para formação de uma chapa. Isso sem que nós soubéssemos sequer que haveria eleição naquele dia”, explica o deputado Francisco Gualberto (PT), líder da situação.

Nove deputados governistas apoiaram a posição de Gualberto e não participaram da eleição da Mesa. Além do líder, se retiraram do plenário na hora da votação Conceição Vieira (PT), Gustinho Ribeiro (PSD), Ana Lúcia (PT), João Daniel (PT), Luís Mitidieri (PSD), Jeferson Andrade (PSD), Garibalde Mendonça (PMDB) e Zezinho Guimarães (PMDB).

Em 2010, Marcelo Déda (PT) foi reeleito governador de Sergipe com apoio do PSC, PSB, PDT e PC do B.


 

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